Santista João Magalhães bate recorde e vence maratona no Japão

03/11/2019

Atleta da Unimes conquistou primeiro lugar na prova de Shimonoseki Kaikyo-2019, terminando em 2h23min

Provando que é uma das maiores estrelas do atletismo regional, o santista João Magalhães (Unimes/FUPES/Memorial) fez história neste domingo (3), vencendo a maratona de Shimonoseki Kaikyo 2019 no Japão. O ultramaratonista, que tem competido em maratonas e outras provas de menor distância, conquistou a primeira colocação, terminando a competição asiática em 2h23min37s.

Com este resultado, João é o novo recordista da prova. “Foi minha estreia em provas de 42km. Essa conquista vai ficar marcada na minha vida. Só tenho a agradecer a Deus, minha família, amigos e também a Unimes pelo patrocínio e por representar a FEFIS, onde curso Educação Física”, disse o atleta da Unimes.

A maratona contou com a participação de 13 mil atletas. Shimonoseki é a primeira cidade-irmã de Santos, tendo assinado o termo de geminação em 1971. Para antecipar a comemoração dos 50 anos de amizade entre as nações, o prefeito Shintaro Maeda, que esteve em Santos ano passado, convidou três atletas da cidade para participar da maratona comemorativa, um deles, João, representando a Unimes.

ESFORÇADO - Além dos treinos e competições, João cursa o terceiro semestre de Educação Física e acredita ser um bom aluno. “Muito esforçado. Gosto muito do meu curso e acredito que por isso, me interesso bastante”, disse o atleta, também agradecendo o patrocínio da Unimes.

“Agradeço a todos da Universidade, sem exceção, dos professores que me ajudam na parte da matéria que eu perco por conta de alguns treinamentos até a reitora e o mantenedor que estão acreditando em mim desde o começo”, destacou.

Aos 20 anos, o atleta ainda é novo nas corridas, mas já garantiu resultados expressivos. Nos 10 KM Tribuna FM, correu nos dois últimos anos, vencendo a categoria 18-19 anos, sendo que em 2018 terminou com 31min12s, com o melhor tempo sub20 em corridas de rua. Na longa distância, venceu a Travessia Bertioga-Maresias 75 km, batendo o recorde em 2018 e foi o terceiro na XtremeRace, na Argentina. “Uma prova diferente, de 60 km na montanha, onde fui o melhor brasileiro e destaque”, lembrou.

Antes das corridas, ele jogava futebol e atuou na Europa, mas decidiu voltar para o Brasil e iniciar nas corridas. “Minha posição no campo era volante e algumas pessoas brincavam, falando que eu tinha três pulmões, por não parar de correr. Quando conheci o Valmir (Nunes, grande referência em ultramaratonas no mundo), acho que foi paixão à primeira vista pela corrida de longa distância, desde então nunca deixei de treinar”, completou.



© Todos os Direitos Reservados Universidade Metropolitana de Santos - Política de Privacidade